Pode ser a Gota d'água...
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Greve de Princípios
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Como somos vistos e Como queremos ser
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O Fado da Cuíca - Pt4
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O Fado da Cuíca - Pt3
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O Fado da Cuíca - Pt 2
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O Fado da Cuíca
Nasce Chico Cachaça
Meu nome, Francisco Santos, nascido em 1944 no Morro da Mangueira, onde fui criado. Vindo de onde eu vim só tinha um destino. Dar samba! Logo, logo meu pai me colocou nas rodas de Bamba, nelas eu comecei a ser conhecido como Chico Cachaça. Pura ironia dos meus parceiros. Parei de beber no primeiro porre, quando apanhei tremendamente de minha mãe com 17 anos- Só deixei de apanhar da velha no dia em que seus reflexos já eram mais lentos que meu corpo. O apelido vem muito mais da gozação que sempre se fazia quando eu mastigava o som do “x” e do “ch” e com essa alcunha eu era obrigado a falar duas vezes. Por causa desse defeito sempre fui muito tímido, nunca fui de falar muito, muito menos cantar. Fui relegado à cuíca, nunca reclamei, gostava dela, mas só gostava por causa das cuícas que eu ouvia em outros sambas e na minha escola de coração, a Estação Primeira de Mangueira.
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Januária
Seus lábios fazem parte de uma linhagem real. Seu dedo tem o molde perfeito, feito pra invadir minha cabeça entre meus cabelos até minha nuca, entretendo minha pele. Sua voz tem um sereno jeito, corta macia meus ouvidos correndo um atalho, um caminho ilógico, que desbrava meu corpo inteiro.Sua íris castanha e direta tem um feitiço de roubar a utilidade dos outros olhos de olhar, e dá-lhes apenas a opção de saltar. Os antigos não perderiam o tempo com Netuno. Se te conhecessem, saberiam que apenas seus pés na areia fazem uma maré encher.
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Torpor
O som da furadeira do vizinho invadiu meu sono como uma britadeira, a vassoura fustigou os meus ouvidos com um barulho agudo e infernal, trazendo um azedume aos dentes como tivessem sido lixados naquele momento , eu mal sabia se essas sensações eram reais ou faziam parte da minha fantasia noturna. Não tive tempo de saber. Se pelo menos fossem sonho, o estorvo passaria mais rápido, apesar de contaminar o dia inteiro com lembranças macabras, que não fariam o menor sentido. O sonho não me deu a possibilidade de questionar nada nem ninguém, eram imagens disparadas que atingiam o projetor interno do meu cérebro, o tempo de consultar minha memória na esperança de reconhecer algumas delas, era menor do que o intervalo entre uma face e outra. Então, eu me furtava a atirar para o alto , espantar todo tipo de medo, sentar na minha poltrona e ouvir o único som que não era de furadeira e nem de vassoura. Blossom Dearie tocando um Jazz no limiar do audível era o que me acalentava.
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Cosmopolitas
Elas são lacostianas, dolcegabbanianas, guccianas seus signos (ou seus humores) são determinados pelo símbolo que ostentam na camisa. Andam indiferentes a tudo, ignorando, como se fosse possível, o ar que respiram. Algumas tem souvenirs, Justins cópias da penúltima temporada de malhação, aqueles que mal conseguem dar atenção às suas damas e ao seu milk shake do bob's ao mesmo tempo. No período letivo são abatinadas como Vieiranas, Salesianas, Sartrianas, Mendelianas , mas no fundo do seus olhos ,atrás das sobrancelhas grossas, há um quê de cansaço que foi arrancado das costas da pobre empregada, que por aquela tarde não é obrigada a escutar as suas aporrinhações. Nas férias, saem todas iguais, como se continuassem fardadas, mas pagam mais caro e procuram mais pelas suas novas roupas. São as mesmas saias, sapatilhas, sandálias e etc.Enfim, sua origem é reconhecida tanto em Peri-peri quanto em Paris. Estão sempre a procura de um romance lunar, mas acabam com o garotinho da 8ª B que pega todas as meninhas, sabe 3 acordes no violão e joga bola com tênis de skatista. Fúteis e mimadas as meninas do Salvador Shopping, mas basta uma esticada de pescoço por cima de um ombro amigo que esse texto nem é meu...
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Cotidiano
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Tá bom, Claudia. Senta lá...
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Bom tempo
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Benjamim pela primeira vez
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Noite de Santo Antônio
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Bond Leklost da Insanidade
Bem, como alguns já sabem, o Insanoscópio saiu do ar por um momento porque fomos hackeados ( ou hackiados como eles preferem escrever) por um grupo intitulado "Bond da Stronda". Aí eu fui pesquisar o que era isso. Imaginei um grupo de playssons (do tipo que tiram fotos no banheiro do shopping Iguatemi), mas o Bond da Stronda é mais do que isso.
Nessa música você vê o modo de vida do Playsson e a competição entre eles pra ver quem é o mais Stronda. É assim que se resume a vida de um "lek lost": Boné de aba reta, esteróides e Red Bull -de vez em quando Jiu-Jitsu e bem de vez quando garotas.
E os futuros Bill Gates e Steve Jobs que hackearam nosso blog queriam entrar nesse nicho intelectual. Se conseguiram, não sei. Só sei que eles abriram novas oportunidades para o Bond da Insanidade.
Voltamos!!!
"O Bond da insanidade tá chegando na irmandade/ encarando de frente a verdade/só assim se consegue a felicidade" - V1¢tow SΣQUЄŁΛ ß.Ø /ρrøfiiłє Ø2
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Uma prosa com a modinha, o chato e Schopenhauer…
Bem, o meu tempo áureo de internet coincidiu com uma febre musical e comportamental insana e sem sentido, chamada Emocore. E eu, como pré-adolescente “não-alinhado” com essa babaquice, criticava duramente essa galera de cérebro pequeno e tempo de sobra. Mas que cabeça, a minha. Entrar em comunidades, criar fakes pra xingar esses caras, cuspir em cima de posters do Fresno, CPM 22. Foi-se o tempo.
Eles são bizarros, mas não há nada melhor do que ignorar a existência deles
Enfim, o que eu quero dizer nesse curto post é que a juventude de hoje precisa de alguma tábua ideológica pra se agarrar, se não for nas cores do Restart, é na falta de cores do “antirrestart” ou de qualquer outra coisa que é idealizada por uma pessoa e seguida por uma multidão sedenta por ocupação. Aí que entra o Wolverine da filosofia, Schopenhauer. Ele disse que pensar com a cabeça alheia é a maior demonstração de “menoridade mental”. Então, aí vai um conselho pra essa galera que se estapeia entre o Punk, o Indie e o Emo, pensem com suas próprias cabeças, criem suas próprias opiniões, tenho certeza que não vai sobrar tempo pra militar em causas tão medíocres.
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Noel quem??
Bem, todo brasileiro que assista Globo, ouça rádio FM e que não viva em estado vegetativo trancado num quarto hermético conhece composições como “Fita amarela”, “Com que roupa” e “Gago apaixonado”, mas atribui as músicas a outros compositores. Um dia, ouvindo algumas músicas de Chico Buarque, encontrei a canção “A Rita”, que fala em um trecho:
” Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel! Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel”
Eu, como fã de Chico, me perguntei ” Quem foi esse Noel?”. Santa ignorância! Foi o maior, melhor, o mais genial sambista de todos os tempos. Em seus 27 anos de vida compôs mais de 300 sambas, e muitos deles continuam na boca do povo. Com rimas fáceis, músicas pequenas e de fácil memorização, Noel primava pelo bom-humor e pelo sarcasmo nas suas letras, sempre inspirado no cotidiano carioca. Galanteador nato, preferia conquistar as cabrochas pela sua inteligência, seu bandolim e suas letras, uma delas era dona de um Cabaré. Isso mostra a vida boemia de Noel. Com noites perdidas, bebedeiras e orgias, acabou com sua saúde, contraiu tuberculose e morreu jovem em 1937. Viveu tempo suficiente, porém, para se tornar um mito. Mas espera! Mito pra quem? Quem conhece esse cara? Quase ninguém. Mas quem conhece reconhece a grandeza desse magrelo estranho.
Aí vai uma música de Noel cantada por Chico. Saudações da Vila!
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Não me faça passar vergonha
” Não coloque o cotovelo em cima da mesa!”, “Tire o dedo do nariz!”, “Não cuspa no chão!”. Você com certeza ouviu uma dessas três frases de sua mãe, se não todas elas, e, certamente perguntou o porquê de todas essas regras e que diabos significa Bons modos. A pequena ética, ou etiqueta, sempre foi importante para delimitar os espaços de cada um e estabelecer pequenas normas de convivência.
Com a chegada do século XXI a etiqueta ganhou um novo contorno a “netiqueta”, que são os bons modos na Web onde o lema principal é : ” Antes de enviar uma mensagem, é preciso perguntar: Eu diria a mesma coisa se essa pessoa tivesse na minha frente?”.
Mesmo que as boas maneiras sejam usadas como arma para diferenciação social, elas são um dos pilares da sociedade. Que fila seria formada e respeitada sem que as pessoas tivessem o mínimo de educação e civilidade? A importância do savoir-vivre está em suprimir alguns instintos humanos em detrimento do bem-estar de uma comunidade. Até o camarada Lenin (anti-burguesia e suas convenções) disse certa vez:” Duas coisas a burguesia nos legou e não podemos dispensá-las: o bom gosto e as boas maneiras”. Sua mãe já deve ter lido isso em algum lugar… ou não.
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Dialogue sur l'amour
O que é o amor? Alguns dizem que é um estado doentio, a busca de uma quimera, deletério da sociedade. A história mostra que já destronou reis – exemplo de Edward Windsor que abdicou ao trono britânico por amor a Wallis Simpson, fez Marco Antônio ir pra guerra por causa de Cleópatra, e Henrique VIII promover uma reforma religiosa para poder casar com Ana Bolena (embora saibamos que outros motivos além do amor martelavam a cabeça dos Tudor). Napoelão chegou a afirmar: ” Acredito firmemente que o amor faz mais mal que bem”. Ceifou a vida de jovens e depressivos Byronianos. Enfim, como disse Proust, ” Os que amam e os que são felizes não são os mesmos”.
Mas o amor é também o melhor do homem, a virtude dos corajosos e tudo aquilo que Camões escreveu. Faz de qualquer pedra um poeta, do suspiro uma rotina, e o mais egoísta encontrar a felicidade na ventura de outro alguém. Não há nada tão doce quanto o amor.
Bem, o final tá aberto a discussões. O que vocês pensam sobre o amor? Byronianos e Condoreiros, discutam!
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